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Equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal

alopecia, queda de cabelo

Equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal

É uma questão com a qual já nos deparámos pelo menos uma vez na vida, mas nem sempre há motivos para soar os alarmes.

alopecia, queda de cabelo

Encontrar alguns cabelos no ralo do duche, na escova ou na almofada não é, por si só, sinal de que algo está mal. Pelo contrário, é perfeitamente expectável, não fosse uma das fases do ciclo capilar precisamente a queda. Em média, perdemos entre 50 a 100 fios por dia sem darmos por isso. 

Um ciclo capilar saudável repete-se cerca de 25 vezes ao longo da vida e divide-se em três fases: anágena, catágena e telogénica. A primeira, anágena, é a fase de crescimento ativo do cabelo e a mais longa. Pode durar vários anos — é mais extensa nas mulheres do que nos homens — e caracteriza-se pelo crescimento contínuo dos fios a partir do folículo. A duração desta fase influencia o comprimento que o cabelo consegue atingir e, em determinado momento, cerca de 85% a 90% dos fios do couro cabeludo encontram-se nesta fase. Depois vem a fase catágena, também denominada de fase de regressão, e dura apenas duas a três semanas. O crescimento abranda, o folículo regride e para de estar ativo.

Por fim, surge a fase telogénica, ou de repouso, que dura alguns meses. Durante este período, o fio deixa de crescer e permanece no folículo até cair. É também nesta fase que ocorre a renovação do ciclo, com o crescimento de um novo fio.


Queda temporária 

Há momentos em que o cabelo cai mais do que o habitual, como acontece com o deflúvio telogénico, um tipo de alopecia repentina, mas passageira. Mais frequente nas mulheres, isto acontece quando uma proporção maior de folículos capilares entra na fase telogénica, como sequência de estímulos internos ou externos.

Normalmente, torna-se visível dois a quatro meses depois do acontecimento que a desencadeou. Perda súbita de peso, stresse intenso, pós-parto, doenças, deficiências nutricionais, alterações hormonais, cirurgia ou certos medicamentos são alguns dos fatores que podem espoletar o deflúvio telogénico. Na maioria dos casos, o cabelo recupera a sua densidade ao longo dos meses seguintes.

A queda de cabelo também pode variar ao longo do ano, sendo mais evidente no final do verão e no início do outono. Vários estudos sugerem que esta variação sazonal está relacionada com fatores climáticos, incluindo a exposição solar, embora os mecanismos envolvidos ainda não estejam totalmente esclarecidos.

Quando é que a queda de cabelo é preocupante?

A preocupação surge quando a queda persiste acima do habitual, sobretudo quando se prolonga por mais de seis meses, quando começa a existir uma perda visível de densidade ou quando surgem outros sinais no couro cabeludo. Uma risca do cabelo mais larga, um rabo de cavalo com menos volume, zonas de cabelo mais rarefeito ou com falhas são alguns dos sinais que merecem atenção. Comichão, ardor, dor, vermelhidão ou descamação do couro cabeludo também justificam uma avaliação médica.

No que toca a tratamentos, apenas o tricologista poderá aconselhar a melhor rota a seguir. O primeiro passo é, não obstante, descobrir sempre a origem da queda. Entre as opções mais conhecidas para combater a falta de fios está o Minoxidil, que ajuda a prolongar a fase de crescimento do cabelo e a estimular os folículos. Suplementos orais, tratamentos a laser, medicamentos, injeções e terapia de luz ultravioleta complementam a lista. 


Mais vale prevenir 

Não conseguimos evitar por completo a queda de cabelo, mas podemos tentar preveni-la com alguns gestos simples. Uma alimentação saudável, rica em vitaminas B, C e E, e minerais, como cálcio, ferro, fósforo, magnésio, iodo e zinco, é essencial para fortificar o cabelo, tal como a prática de exercício físico regular. A higiene do couro cabeludo, e aqui incluímos a escovagem regular dos fios, é igualmente importante para o seu crescimento e regeneração. No que toca a penteados, evite apanhados com muita tração. O uso excessivo de ferramentas de calor e de tintas permanentes também agride e piora a densidade.


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