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Retinol: afinal, como deve ser usado?

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Retinol: afinal, como deve ser usado?

É um dos ingredientes mais falados da cosmética, mas também um dos que mais dúvidas levantam. O que faz realmente, quando começar a usá-lo e como

introduzi-lo na rotina sem irritar a pele.

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Há ingredientes que entram na rotina de beleza quase sem darmos por isso. O retinol não é um deles. Nos últimos anos, passou de palavra reservada ao vocabulário da dermatologia para presença habitual nos rótulos de séruns e cremes, prometendo melhorar a textura da pele, suavizar linhas, atenuar manchas e devolver-lhe um aspeto mais uniforme. Mas, entre promessas, concentrações e conselhos contraditórios, é fácil não saber por onde começar.

O que é o retinol?

E uma forma de vitamina A pertencente à família dos retinoides, um grupo de substâncias utilizadas há décadas na dermatologia. Aplicado topicamente, o retinol é trans- formado progressivamente pela pele em formas biologi- camente ativas de vitamina A. E através desses processos que pode influenciar a renovação das células e mecanismos associados à produção de colagénio. E, aliás, esta ação que explica a sua reputação no combate aos sinais visíveis do envelhecimento. Com utilização regular, pode contribuir para melhorar a textura, a aparência de linhas finas, algumas alterações de pigmentação e a uni- formidade da pele. Mas há uma diferença importante entre saber o que um ingrediente pode fazer e esperar que o faça imediatamente. E o retinol trabalha com tempo!

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Como introduzi-lo?

Se nunca utilizou um produto com retinol, não há vantagem em começar logo a usar todas as noites. Uma ou duas aplicações semanais são uma forma prudente de perceber como a pele reage, aumentando gradualmente a frequêcia se a tolerância for boa. A quantidade também deve ser tida em consideração: uma pequena porção, suficiente para espalhar uma camada fina pelo rosto, é mais adequada do que uma aplicação generosa. A razão é simples. O retinol pode provocar secura, vermeIhidão, sensação de repuxamento ou descamação, sobretudo nas primeiras semanas. Não é necessário, nem desejável, Passar por uma fase de irritação intensa para obter resultados. Se a pele ficar desconfortável, reduzir a frequência e reforçar a hidratação é mais sensato do que insistir.

 

 

E quando é melhor começar?

Outubro é, de certa forma, um bom momento para repensar a rotina. Depois de meses de maior exposição solar, a Chegada da estação fria convida a recuperar cuidados mais consistentes e a introduzir ingredientes que exigem alguma disciplina. O retinol pode ser utilizado durante todo o ano, mas a sua introdução deve ser acompanhada de uma proteção solar diária, independentemente da estação. A rotina não precisa, aliás, de se transformar numa experiência de laboratório. A noite, uma limpeza suave seguida do retinol e de um hidratante pode ser suficiente. De manhã, a proteção solar é indispensável. Quanto aos restantes ingredientes, convém evitar uma acumulação indiscriminada de produtos potencialmente irritantes, sobretudo durante a fase de adaptação. A pele não precisa de receber tudo ao mesmo tempo para beneficiar de uma boa rotina. Há ainda uma distinção que vale a pena conhecer. Retinol, retinal e ácido retinoico não são sinónimos. Pertencem à mesma família, mas têm estruturas e níveis de ação diferentes. O ácido retinoico, por exemplo, é utilizado em medicamentos sujeitos a prescrição e não deve ser trata- do como se fosse simplesmente uma versão mais potente de um sérum cosmético. Saber o que está efetivamente no rótulo é, por isso, mais importante do que perseguir a concentração mais elevada. 

 

 

Se a pele for sensível?

A resposta não é necessariamente excluir o retinol para sempre, mas avançar com mais cautela. Uma pele já irritada, com dermatite ou outra condição cutânea deve primeiro recuperar a sua barreira antes de receber um ingrediente potencialmente sensibilizante. Em situações específicas, e sobretudo durante a gravidez, a utilização de retinoides deve ser evitada ou discutida com um profissional de saúde. No final, talvez a melhor forma de pensar no retinol seja menos entusiasmante, mas muito mais útil: não é um tratamento SOS nem uma corrida para encontrar a concentração máxima. É um ingrediente para usar com método, consistência e alguma paciência. E, quando a pele o tolera bem, pode tornar-se um dos elementos mais interessantes de uma rotina de cuidados.

Produto de retinol a conhecer 


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